quarta-feira, 24 de abril de 2013

Perder-se para se encontrar.

Recentemente li uma frase que dizia que é preciso perder-se para se encontrar, e hoje dentro de um ônibus, vagando pelos cantos obscuros de minha mente, encontrei-a e percebi que tudo o que a minha alma precisava era: Perder-se para se encontrar.
Andei até o portão de casa tentando reprimir a louca vontade de sair correndo, de ir vagando em rumo ao infinito, a novos horizontes, e me veio de repente que de nada adianta reparar as minhas rachaduras, quando na verdade a solução é deixar tudo desabar - coisa que, em minha opinião, todo mundo ao menos uma vez na vida deveria fazer- para que a partir das cinzas possam reconstruir se, como uma fênix.
Não sei se tenho a coragem e a força necessária para tal feito, mas percebo que é a resposta para muitos de meus problemas, pois sinto uma vontade de perder-me pelo mundo, de sair andando, de ir desbravando novas terras, de ir desbravando a mim mesmo, ou seja, de encontrar-me. O problema é que é necessário estar disposto a sair da zona de conforto, de ser extremamente forte, porque ver a si e a tudo que você construiu para proteger-te desmoronar, não é fácil e muito menos indolor.
Para finalizar esse texto, eu preciso citar um trecho de uma de minhas canções favoritas que diz que caro é transformar-se num arremedo de si próprio ao ponto de não se reconhecer mais, por isso não façam o que eu fiz a 4 anos atrás – mudar quem você é para se encaixar em algo- porque assim como eu você pode descobrir que aquele não é você e que- quando não passava de um garoto estranho e antissocial- era feliz.

130 anos, por Agridoce.
Letra de Pitty e Martin.

Nenhum comentário:

Postar um comentário