Andei até o portão de casa tentando reprimir a louca
vontade de sair correndo, de ir vagando em rumo ao infinito, a novos
horizontes, e me veio de repente que de nada adianta reparar as minhas rachaduras,
quando na verdade a solução é deixar tudo desabar - coisa que, em minha
opinião, todo mundo ao menos uma vez na vida deveria fazer- para que a partir
das cinzas possam reconstruir se, como uma fênix.
Não sei se tenho a coragem e a força necessária para tal
feito, mas percebo que é a resposta para muitos de meus problemas, pois sinto
uma vontade de perder-me pelo mundo, de sair andando, de ir desbravando novas
terras, de ir desbravando a mim mesmo, ou seja, de encontrar-me. O problema é
que é necessário estar disposto a sair da zona de conforto, de ser extremamente
forte, porque ver a si e a tudo que você construiu para proteger-te desmoronar,
não é fácil e muito menos indolor.
Para finalizar esse texto, eu preciso citar um trecho de uma
de minhas canções favoritas que diz que caro é transformar-se num arremedo de
si próprio ao ponto de não se reconhecer mais, por isso não façam o que eu fiz a
4 anos atrás – mudar quem você é para se encaixar em algo- porque assim como eu
você pode descobrir que aquele não é você e que- quando não passava de um
garoto estranho e antissocial- era feliz.
130 anos, por Agridoce.
Letra de Pitty e Martin.
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