Nós. Confinados entre engrenagens. Eu, nu, exposto, despido diante
de teus ouvidos. Ali. Assim. Como sou. Tu, a mirar as faixas, balbuciando um “também”.
Desdenho da minha nudez. De repente, vês-me e, comigo, riste. As automotoras, sob o meu controle. As cardíacas,
sob os teus. Será que, dentro destas engrenagens, a nossa engrena?
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